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21 março 2011

O Dia Que Ameçaram Dar-me Duas Galhetas no Focinho...

Bom... É relevante dizer que na noite de Sábado para Domingo fui sair à noite, cheguei a casa às 6h da manhã e às 10h tive de acordar para ir trabalhar (às 12h). Como devem calcular, apesar de dormir, estava ligeiramente grogue. 

Portanto, grogue, bebi um redbull para animar a coisa. E claro, anima sempre. Perco o sono, fico mais concentrado e atento, rápido, com energia, etc. Da parte da tarde meteram-me na caixa e lá fiquei... a conversar muito pouco com as pessoas, sem muita paciência para conversas, piadas, dramas. Aliás, estava tudo a correr com normalidade... com o calor a loja não teve muito cheia... teve calminho. 

Mas há sempre alguma besta (e vou falar disso brevemente noutro post) que enfim, é besta e mal educada, ainda por cima. De modos que o supermercado onde trabalho tem um sistema de caixas antigo e só há um visor, que tem de servir para mim e para o cliente, portanto eu viro-o um bocadinho de lado, assim eu vejo e o cliente vê. O outro senhor, armado em besta, chegou lá e pura e simplesmente virou o visor só para ele, sem dizer nem ai nem ui. Tal coisa serviria logo para me deixar a espumar pela boca, mas o meu grogue adormecido ignorou. 

Não tinha muita coisa; passei, fiz total, deixei-o ver o total e só depois virei para mim para eu próprio poder ver o total, e proceder ao pagamento, respectivo troco etc. Quando virei o visor para mim, o querido senhor (que espero que leve com um camião na testa), atira a mão para cima do visor e volta a virá-lo para ele e diz muito (pouco) educadamente (quase aos berros) que aquele visor tem de estar virado para o cliente e ponto final!

Tal gesto rude deixou-me logo na defensiva, fiquei logo mais bruto, chateado e irritado. E disse de forma brusca: 

- Não! O visor tem de estar virado para os dois! - E peguei no visor e voltei a metê-lo na diagonal.
- Então tem de reclamar com o seu patrão! 

Nem respondi. Eu nem sequer tenho farda... tenho de levar calças próprias e calçado pouco seguro para qualquer acidente assim mais para o coiso que envolva paletes, porta-paletes e afins. Eles vão mesmo ligar a um pedido de outro visor para o cliente ver -.-' 

Continuando, não me lembro mais do que ele disse. Até que eu com muita pouca paciência, a despachar, disse o total, fiz o pagamento e agradeci também a despachar, se calhar, com algum ressentimento, ligeiramente mais bruto. A mulher, passiva, recebe o troco (nunca abriu a boca). Agradeço, despeço-me para um nunca mais e o homem começa a ameaçar-me a dizer que da próxima chega ali e parte-me a tromba toda e que isto e aquilo e bla bla bla e sai aos berros. 

Eu fico completamente possesso. O segurança a dois passos não se apercebeu de nada, porque estava na conversa. A minha colega da outra caixa também não se apercebeu. Bem podia ter levado uma galheta, ser esquartejado, vendido no mercado negro que ninguém fazia nada. 

Isto é... Não sei. Nunca andei à porrada, não faço ideia de como reagiria. Uma coisa sei: podia levar muito nos cornos, mas também ia dar. Principalmente pontapés. E com um bocadinho de sorte com um martelo que tenho lá na caixa (porque a caixa às vezes precisa duma boa martelada). 

Tudo numa questão de auto-defesa, claro está. Ando no ginásio para alguma coisa carai!

7 comentários:

Joel disse...

não conhecia essa tua faceta xD
a culpa também foi do segurança que não tinha nada de estar na conversa...

Speedy disse...

gentinha idiota. uma marretada na tromba era o que ele merecia. e à mulher também, que estão sempre a reinvidicar igualdade nos Direitos

Miguel disse...

Há muita falta de respeito por quem trabalha...

Eric disse...

Têm sempre a mania que o "cliente tem sempre razão". Já lidei com bestas dessas, merecem um murro nos cornos!

pinguim disse...

Ás vezes apetece mesmo, porra!

um coelho disse...

Bolas! Recebes subsídio de risco?

Filipe M. disse...

Claro que não. Com um bocadinho de sorte as tais galhetas no focinho :P