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07 abril 2011

O Último Comboio de Hiroxima


Tsutomu Yamaguchi era um homem que via nos outros a raiva e o ódio e se empenhava na cura dessas emoções; que via a ignorância e procurava transformá-la em sabedoria; que via o aproximar do desespero e procurava dar esperança aos que por ele se deixavam apanhar.
Conheci o senhor Yamaguchi apenas brevemente, mas o suficiente para perceber que a aprendizagem que se pode retirar da convivência com outra pessoa não se mede pela sua duração. Se um homem que sobrevive tanto à bomba atómica de Hiroxima como à de Nagasáqui pode escapar de tamanho horror e acreditar na nobreza fundamente da vida humana, não seremos nós que poderemos deixar de fazê-lo. Impondo-se pelo exemplo, o senhor Yamaguchi acreditava que se uma pequena parte da humanidade seguisse um único mandamento - sê bondoso -. tal procedimento se propagaria de pessoa para pessoa como um vírus, acabando porventura por mudar a vida de alguém que, na fora isso, poderia vir a fazer algo de horrível no futuro.

Este livro promete.

5 comentários:

Angelo disse...

Isto deve ser maravilhoso!

Filipe M. disse...

Pois deve.... mas ainda não ganhei coragem para ler o livro.

Lobo Solitário disse...

Soa-me um bocado a "Anagramas de Varsóvia", deve ser uma óptima leitura.

Ikki disse...

Muito actual! Vou colocar na minha lista para ver se o consigo ler.
Abraço,
Ikki

pinguim disse...

O exemplo da estoicidade japonesa está actualmente a ser bem demonstrado.