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16 abril 2011

Detalhes Provincianos do Provincianismo Português...

Já estou para falar nisto há algum tempo. Cada vez reparo mais na estupidez e no provincianismo do povo tuga. Na grande maioria são mal formados e arrogantes com muita queda para o egoísmo e ignorância.

Adoro o contacto com as pessoas. Adoro ir para o trabalho, todo animado e chegar lá e levar com toda a má educação intolerância e estupidez. As pessoas são estúpidas! E se me disserem quais os meus melhores clientes eu digo-vos... Não são os portugueses. 

Chego à conclusão que já vi de tudo, no que toca ao provincianismo português. Já vi recusarem dar prioridade, já vi ficarem ofendidos por ter dado prioridade a uma grávida, já vi discutirem porque dei prioridade, já vi confrontos entre raças e comentários homofóbicos. Já vi apitarem na rua porque sim e já vi apitarem na rua porque é bonito. A mim irrita-me um bocado. É mesmo necessário? 

Já me ameaçaram, já me chamaram de burro e ignorante por trabalhar num supermercado, já berraram, já bufaram e já armaram confusão porque confundiram uma tentativa de ajuda, da minha parte, por uma acusação de roubo. Não dizem 'bom dia', 'boa tarde', 'boa noite' e não agradecem. Alguns não abrem a boca sequer, falamos com eles e eles acenam ou fazem grunhidos.

Também há aqueles que roubam e esses são os mais desprezáveis. E irritam-me profundamente. Trabalhar para virem uns e roubarem as coisas mais toscas que se pode imaginar. Há os que comem os produtos da loja e não pagam e ainda há aqueles que comem e atiram cascas e garrafas de águas vazias para o chão. De vez em quando, também tenho de andar de cu para o ar a apanhar as pastilhas que atiram para o chão. Outras vezes a lavar a sujidade anormal que fazem na casa de banho (há duas semanas, uma senhora fez o seu cócó, não na sanita, mas sim no chão; limpou?! Não!). 

Há os velhos sempre cheios de pressa, que vão fazer sabe-se lá o quê. E também há as pessoas que ficam na fila mais um bocadinho do que o normal e ficam logo nervosas e eu e todos temos de ouvir como estão insatisfeitas, como não queremos trabalhar, como somos calões, como isto é uma merda!

As pessoas são uma merda. E eu estou farto. Se tiver na caixa e forem à minha caixa eu vou olhar-vos nos olhos, vou cumprimentar-vos e perguntar educadamente se querem um saco, ou dois, ou três. Se forem educados, ajudo-vos a arrumar as compras. Se forem simpáticos, brinco convosco. Se berrarem comigo eu também berro. Se atirarem o dinheiro para cima do balcão em vez de o colocarem na minha mão, ou o colocarem calmamente em cima da bancada eu também vou atirar. 

Vou criar uma revolução à Egipto (eu digo Egipto e não Egito!) contra a estupidez e má formação dos cidadãos portugueses.

Tenham um bom fim-de-semana. E se forem um provinciano típico, por favor, não vejam mais anúncios do Pingo Doce, o Líder do Provincianismo!

25 outubro 2010

Querem saber...

o que me deixa 'agridoce'? 

Pais que aceitam a sexualidade dos filhos, enquanto que os meus...

12 outubro 2010

Seres Retardados

Dizem por aí que os gays são anormais. Olha que moral...!

De modos que eu estou a trabalhar num ambiente heterossexual, não há margem de erro. Aquela gente hobbit é nada mais na menos do que heterossexual e para eles a homossexualidade é uma doença do séc. XX e eu possivelmente vivo num mundo distante, com tendências a condenado. Mas uma coisa é de louvar, ainda não ouvi nenhum comentário...

Mas eu não venho falar de homossexualidade. Não! Eu venho falar da heterossexualidade, do ponto de vista de uma gay. Se para a maioria dos heterossexuais a homossexualidade é uma doença, para mim os indivíduos heterossexuais portadores de uma pila são  nada mais nada menos do que uns retardados. Pronto, segredo revelado.

Com um horário de almoço que mais lembra a eternidade, que posso eu, triste, desventurada pessoa, fazer se não observar estas criaturas?! Já li todas as revistas, já sei os segredos da casa dos segredos e nunca vi o programa, já vi todos os livros de receitas do mês, e portanto só me resta observar... De modos que a primeira coisa deprimente que observei é a forma como eles vêem as portadoras de vaginas: como um objecto. Há lá um que é casado, que é muito simpático (ou não) com a esposa e que durante o horário de expediente se preocupa demasiado com a 'amiga' e quando a 'amiga' ligou para ele a chorar por não poder estar com ele, ele esteve durante o resto da noite a rir-se de regozijo e feliz da vida, por ter um vagina não só à espera dele, como ansiosa por ele. E ela parva... também deixa muito a desejar, só dá vontade, cada vez que ela lá vai, de a abanar e fazê-la acordar para a vida. O outro aspecto que reparei, é a forma triste que os retardados usam para namoriscar com as gaijas ou as amadas. É de uma forma constrangedora, como se tivessem medo de falar ou de comunicar com aquele ser desconhecido do outro lado da linha do telefone/telemóvel, ou mesmo frente-a-frente. 

Ou seja, as mulheres são um ser coitadinho, incompreendido, usado e pior... se calhar nem têm orgasmos! Tenho muita pena dessas pobres, desventuradas pessoas...!

09 agosto 2010

Reflexão depois das férias...

before you can fly, you have to be free

Seis dias depois, voltei do Algarve e acho que tenho de comprar um livrinho para criar uma espécie de diário. Na noite anterior à passada tive um sono bastante inquieto: acordei cansado, com dores de cabeça, porque não dormi nada. Entre a morosidade a adormecer devido à abundância de pensamentos e a quantidade de pesadelos ridículos, não dormi nada. Cheguei à conclusão que deveria começar a escrever o que me vai na alma antes de ir para a cama.

Até lá, aqui vai (escrevi isto antes de ir dormir numa folhinha de rascunho).

Quando fui para o Algarve com duas amigas, não estava só. Almoçava, jantava, ia à praia com companhia. Apesar de estarmos ligeiramente grogues devido ao cansaço, uma vez que dormíamos pouco para irmos para a praia, não estávamos sozinhos. Depois, voltei a casa, na sexta, e a minha primeira refeição foi sozinho. No Sábado a história repete-se. Ontem, no domingo, houve uma ligeira mudança... Eu, o meu irmão e a minha mãe almoçámos juntos. Ele, de trombas, não falava e eu não falava mais do que era necessário; a minha mãe saltava entre temas, um atrás do outro, a tentar manter uma conversa, cujo resultado não deve ter sido mais do que uma frustração do pior. Não sei porquê, já era habitual antes de ir para o Algarve almoçar e jantar sozinho, mas mesmo assim, quando voltei foi, para mim, um choque... o tão pouco interesse que mostraram. 

Sinto-me carente. Carente de afectos. Carente de sexo travestido. Ver um casal a trocar carinhos deixa-me no limbo, confuso entre a aceitação ou o desprezo/repugnância. Mas é escusado eu fazer parte de um casal: não sou livre e não posso voar. As coisas cá por casa não o permitem: nem para ir ao Algarve seis dias eles me deixavam... Ultimamente pergunto-me: o comming out é mesmo necessário, os nossos pais não preferem ficar na negação? 

No Sábado vi o filme 'A English Man in New York'. Deixou-me aturdido com duas perguntas e uma afirmação que o personagem, Quentin Crisp, fez: 

Como serias se não houvesse ninguém no mundo?
Quem serias tu se apenas a tua opinião importasse? 
Porque, para sermos felizes temos de ser essa pessoa.

A questão, é que a nossa opinião não é a única que importa... e eu não consigo desvendar o mistério.

23 junho 2010

Parentalidade

Parente - Ant. O mesmo que pai. Adj. Que está ligado a outrem por vínculo de sangue. 

Vindo do meu dicionário demodé que nunca me deixou ficar mal, tirando desta vez...

Pai e mãe não é um laço de sangue partilhado com os filhos. É mais do que isso. O laço sanguinário (uhhhhhh), só por si, já não chega. Pai é aquele que ama incondicionalmente, aquele que está lá para o filho independentemente da situação, aquele que apoia, que dá o ombro para o filho chorar...

A parentalidade deixou de ser o acto de fornicar, parir e criar o filho. Deixou de ter filhos para ajudar na subsistência da família, trabalhando desde pequeno. Não! Hoje em dia, ter um filho é tão difícil como ter uma relação, ou pior. Dá mais trabalho, é dispendioso, desde fraldas, saúde, educação... 

É profundamente lamentável quando os pais maltratam os filhos, abusam, ou usam relações com o companheiro. A criança não vem ao mundo porque nos sentimos sós ou precisamos dela. É ela que precisa de nós. Recentemente no media ouvimos histórias bizarras de pais que abandonam, violam, maltratam, matam os filhos. Em Portugal, numa população maioritariamente iletrada, com pouca queda para a educação, com um passado sombrio, ou com uma religião com queda para o extremismo, seria de esperar pouco em relação aos filhos. 

O que mais importa na relação entre pais e filhos é o amor e a forma como é expressado. E é aqui que muitos pais falham. Acho que em Portugal, é muito comum que essa expressão de amor e afecto não existe. Por exemplo, comigo não houve e tenho a certeza que com os meus pais também não e que como eu há muitos por aí... Deve-se a uma sociedade conservadora com uma educação fria e distante, talvez seja outra bola de neve social, passando de pai para filho, ao longo de gerações...

Então, se o mais importante é o amor, porque é que é tão difícil adoptar em Portugal? É claro que há pais e pais, mesmo dentro das famílias que querem adoptar. E é por isso que devia haver imensos testes psico-técnicos. Se quando eu me quis candidatar à IKEA tive de responder à volta de 80 perguntas, porque é que candidatos à adopção não devem fazer o mesmo?! Parece-me bastante credível... 

E no que toca à adopção de casais homossexuais... se também é uma questão de amor, está na hora de legalizar a adopção a casais do mesmo sexo. Nós temos muitos amor para dar...!


21 junho 2010

À Borda do Prato

No Sábado, com assistência, cozinhei Lasanha de Franga Desfiada, na casa da Sara (la badalhôca) para um grupo de amigos. Um ou outro não gostou de um ou outro ingrediente e deixou-o à borda do prato. Na verdade, não é de ingredientes que venho falar.

Ao longo da vida nós vamos metendo coisas à beira do prato para além da comida. Uma situação, uma amizade, um namoro, um(a) ex-namorado(a)... Acho que o principal motivo é a evolução, a nossa evolução, o nosso crescimento, a nossa experiência.

Enquanto miúdo nunca tive grande queda para amizades. As minhas fracas amizades foram sempre com membros do sexo feminino (com excepções claro!), que eram consideradas "quase p*tas" (em vários sentidos) ou "simplesmente p*tas". Sabia eu que devia lutar pelas amizades ou simplesmente sabia que não valia a pena?

Não sei, a verdade é que à medida que fui crescendo fui colocando de partes algumas, muitas, amizades. Suponho que seja perfeitamente comum. Nós evoluímos, os nossos gostos, ambições, desejos mudam e portanto é normal que tenhamos de acompanhar essa evolução, mesmo que as pessoas à nossa volta não.

Outras vezes essas pessoas magoam-nos e não sabemos lidar com isso; já não temos nada a ver com a outra pessoa, não existe qualquer identificação ou partilha; ou então, perdemos a paciência, deixamos de ignorar atitudes, acções e deixamos de regar a amizade, encontrando-a cada vez mais murcha.

No que toca a relacionamentos amorosos, julgo que a coisa seja mais complexa. Cada caso é um caso. Porque se continuamos a evoluir e a outra pessoa não, se os interesses divergem, se a outra pessoa não quer evoluir connosco ou até nos proíbe de evoluir, forçando sobre nós uma jaula... O amor vem, mas o amor vai. O amor não é impossível, mas dá trabalho. A maioria das pessoas é comodista e não se quer dar ao trabalho...

*Portanto dia após dia, colocamos coisas à borda do prato. Deveríamos preocupar-nos? Eu acho que não, a vida é curta e tem de continuar e nós temos de descobrir o que é melhor para nós, o melhor lugar para nós, as pessoas e depois temos de aproveitar ao máximo. Pode ou não durar para sempre, mas ao menos vamos tentar!

17 junho 2010

Almas Gémeas

mas afinal existem ou não?

Em qualquer lado, homens e mulheres acordam, todos os dias a pensar na alma gémea por encontrar, ainda por conhecer.Teremos passado por ela na rua e perdido a nossa hipóteses, será apenas uma alma gémea espalhado pelo mundo, ou será que há hipóteses de a encontrar?

Antigamente as relações eram para a vida. Podia correr mal, mas as pessoas lutavam para manter uma relação saudável (ou não, cada caso é um caso, mas vamos acreditar que sim). Hoje em dia, ao simples problema a relação pode estar condenada. Até já existe a famosa lista de clichés de motivos para terminar uma relação (o meu preferido: traição - Ahah!)

Por falar em clichés e que por acaso é um cliché por algum (e bom, a meu ver) motivo é a compatibilidade entre signos (treta ou não, meninas, assim que vejo alguém de signo carneiro fujo a sete pés, quase a fazer chichi na cueca). Acho que a maioria acredita nisso. Por exemplo, eu dou-me bem com touros, peixes, virgens...

Neste preciso momento, vivemos num mundo de carnificina e das listas. Manhunt, facebook, hi5, e outras redes sociais para o engate deixam-nos a um click de poder encontrar um orgasmo (ou ter de o fingir, em alguns casos). Passivos, activos, versáteis... apenas há que escolher. E voilá, mais uma pila e mais um nome para a lista ('pilinhas que já dominei') e no dia seguinte, venha o próximo.

Para ajudar à festa e para aqueles que ainda não se aperceberam (oi?) vivemos num mundo superficial. Podemos ser relativamente feios e ter uma grande personalidade, que não passamos de relativamente feios; ou podemos ser perdidamente lindos e completamente psicopatas , que continuamos a ser perdidamente lindos. Alguma coisa errada nesta sentença? Se calhar para a maioria não...

Para terminar em deprimentemente em grande, num estudo recente, cujo link perdi, diz que em Portugal, os homens gays não gostam de efeminados (grande surpresa) e que os efeminados têm preferência pelos machões (wtf?). 

Portanto, se és uma rainha efeminada e condenada, não desesperes já, poder que te cruzes com a tua alma gémea. Ao fim e ao cabo, há filhos da p*ta com sorte!